quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Divagar

Deixar o pensamento se libertar e voar ao léu
Dar asas à imaginação e permitir-se sonhar
Fugir da realidade por um instante,
deixando-o perpetuar-se no fluir do tempo
Ouvir palavras que não foram ditas,
músicas que não tocaram,
desejos que não se realizaram
Suspirar a saudade de um beijo,
um cheiro, um olhar...
Navegar nas ondas do ar, no espaço que o vento toma,
e não desejar retornar.
Brincar de ser feliz,
inventando sorrisos no coração de alguém
Divagar em silêncio, insuflando carências
Sentir dormentes os lábios pelos beijos que
se perderam nos braços da saudade
Caminhar pelo desconhecido e não temê-lo
Ferir o medo de sentir dor, mesmo quando essa dor
seja a última lembrança de um bem querer
Retornar devagar a si mesmo,
debatendo-se contra a realidade,
abrindo os olhos ainda úmidos
e implorar que o sonho não precise ser despertado...
que prossiga sua viagem à procura do amor verdadeiro

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