A certeza de que estamos levando uma vida feliz está nos fatos menores e mais comuns os quais, normalmente, passam despercebidos por nós. Riqueza, amores impossíveis, sucesso profissional meteórico e outros sonhos que se têm, nem sempre resumem em si a essência verdadeira da felicidade. Alguns podem até trazer alegrias, mas quem poderá tê-los todos?
Quem, nos dias de hoje, tem uma casa para morar, alimento, saúde, educação e segurança, tem mais que 75% da população do mundo, a qual não tem estas necessidades básicas satisfeitas. Pessoas são assassinadas diariamente, sofrem acidentes de trânsito, no trabalho, em casa, nascem com deformidades físicas, deficiência mental ou são acometidas de doenças incuráveis e degenerativas; têm de conviver com o dilema de filhos bandidos ou drogados; violência doméstica entre casais ou contra os próprios filhos; há quem perca tudo o que juntou em uma vida inteira de trabalho em um rápido e implacável incêndio, ou através de enchentes ou vendavais...
E existem pessoas que suportam mais de um desses ‘azares’ da vida e ainda encontram motivos para sorrir, sonhar e continuar lutando por um futuro melhor. Pessoas que descobrem nas dificuldades impostas pela vida, motivo para enfrentar de cabeça erguida, de peito aberto, todos os dissabores de seu cotidiano. Sabem tirar proveito dos raros momentos de alegria com que são brindadas, tirando lições dos obstáculos e não desistindo jamais.
Por outro lado, existem pessoas que pelos motivos mais ínfimos, acham que são os mais malogrados de sorte que há. Não é raro ter-se notícia de casos de suicídio devido a um amor perdido, uma desilusão amorosa, perda de um trabalho ou por causa de dívida. Ou ainda, pessoas desesperadas porque não conseguiram comprar aquele tênis, a camiseta para o namorado, aquele caderno de capa dura, o celular que tira foto...
Desafortunado é quem já perdeu a esperança. Quem só vê a vida preto e branco e não consegue encantar-se com mais nada. Pobres de espírito são aqueles que vivem como se já tivessem morrido e culpam ao mundo por seus fracassos pessoais, permanecendo de braços cruzados, espalhando seu mau humor por onde passam.Rico de verdade é quem, debaixo da ponte, consegue ver beleza no céu derramando raios sobre a cidade; quem consegue assoviar junto ao barulho do vento forte na janela; rica de espírito é a mãe que sorri ao ver seu filho com paralisia soltar a primeira gargalhada. Afortunados são todos aqueles que respondem com um sorriso largo à vida triste que lhes acena... quem consegue confiar em um Deus e sabe agradecer aquilo que tem, mesmo que, muitas vezes isso seja muito pouco ou praticamente nada.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
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